Material Dinâmico Online (MDO)

3º Ciclo de Aprendizagem


Conteúdos

Roteirização. Estrutura textual e hipertextual. Diálogo Didático e Linguagens.

Problematização

O que é a roteirização? Porque a roteirização é uma das etapas mais relevantes no processo de Design Instrucional? Como roteirizar um texto? Como roteirizar um hipertexto? Como adequar a linguagem aos  diversos formatos de conteúdos?


Orientações para o estudo do conteúdo

Dando continuidade ao estudo dos processos do desenvolvimento de Design Instrucional, neste ciclo, vamos compreender como roteirizar os materiais didáticos, processo essencial para a produção e o desenvolvimento de conteúdos educacionais.

No 2º Ciclo de Aprendizagem, você conheceu os formatos de materiais didáticos, seus recursos e sua relevância na EaD. Neste ciclo, aprenderemos a criar roteirizações, isto é, vamos criar roteiros textuais e storybords, ferramentas que auxiliam no planejamento e na organização dos recursos e dos elementos que utilizados na produção dos materiais didáticos. Mas, o que é roteirização? Você entenderá sobre esse importante processo no tópico a seguir. Vamos lá?!

Roteirização

Segundo Filatro e Cairo (2016, p. 310):

"A roteirização equivale à transformação do texto-base elaborado pelo autor, ou de um conteúdo preexistente, em uma espécie de guia de produção de mídia. O produto de roteirização é, evidentemente, um roteiro, o qual pode diferir conforme o tipo de mídia a ser produzido".

Quando selecionamos uma temática ou assunto que será produzido em um formato de material didático, apresentamos um texto-base, isto é, um texto bruto que contém os principais conteúdos, para se transformar em um material didático ele deverá ser trabalhado cuidadosamente a partir de uma linguagem adequada aos tipos das mídias que se pretende utilizar.

De acordo com o que estudamos no 2º Ciclo, os formatos de materiais didáticos, como: livros impressos e digitais, infográficos, podcasts, vídeos e objetos de aprendizagem podem integrar mídias distintas e cada mídia possuiu uma linguagem própria, a partir da combinação de gêneros e formatos discursivos. Podemos, então, sintetizar a roteirização como um mapa que traça a rota a ser seguida. Isto é, cada formato de material exigirá a criação de um roteiro peculiar que será característico, por exemplo: "As videoaulas, como o próprio nome diz, se apoiam basicamente na transmissão de áudio e vídeo, mas também pode incluir animações, documentários, narrativas e o que mais permitir a criatividade do autor e/ou da equipe de produção" (FILATRO, CAIRO, 2016, p. 310).

Para entender de forma mais clara, visualize o esquema a seguir no qual ilustramos como o ocorre o processo de produção de conteúdos educacionais.

 

Fonte: Filatro e Cairo (2016, p. 311).
Figura 1 – Roteirização como campo entre a autoria e a produção de mídias.

 

 

Como você pode visualizar, a roteirização está entre a autoria e a produção de mídias, ou seja, o designer instrucional transforma o texto-base em um texto didático-pedagógico e dialógico que mediará o processo de ensino-aprendizagem, tendo em vista, a produção de conteúdos educacionais. Por essa razão, ao roteirizar um material didático, o designer instrucional deve ter um olhar pedagógico,  pois por meio da inserção de recursos e estratégias didáticas e comunicacionais, ele trabalha a linguagem para determinada mídia específica.

Como estamos produzindo conteúdos educacionais, a roteirização torna-se um componente também pedagógico, por isso, o designer instrucional, profissional que a produz, terá que ter olhar pedagógico e comunicacional, diz respeito à aplicação de recursos midiáticos eficientes e eficazes e de linguagens que asseguram a interatividade e qualidade dos conteúdos que se deseja comunicar (ADAMI, 2019).

Formas de roteirização

Como dissemos anteriormente, os materiais por incluírem diversas mídias são roteirizados de diversas formas, assim, cada qual possui um formato de roteirização específico. Na sequência, apresentamos as principais formas de roteirização e os documentos em que esses roteiros são criados.

Roteirização de mídia impressa

Na roteirização para mídia impressa temos um texto produzido pelo autor (texto base) que é submetido ao processo de preparação ou edição, em que são organizadas e adequadas as imagens estáticas e a linguagem.

Esse tipo de roteirização corresponde ao processo de preparação ou edição utilizados no mercado editorial. O processo de preparação corresponde ao registro de alterações, correções, sugestões e orientações direcionadas a equipe de web designer no processo de diagramação.

Slide 1 - Apresentação de roteirização de texto para mídia impressa

Além de textos, o roteiro textual também pode ser utilizado para roteirizar estudos de casos, podcasts e vídeos, quando estes priorizam entrevistas e debates, por exemplo.

Roteirização em mídias digitais

A roteirização em mídias digitais é aplicada quando um texto digital empregado no material didático on-line é apresentado de forma bastante contextualizada, por convergir elementos e recursos como som, imagem, texto e movimento em um mesmo local, razão pela qual o conteúdo é comunicado por meio de uma linguagem hipertextual, interativa, e mais dialógica e mediacional do que a dos materiais em formato impresso e PDF.

Os vídeos elaborados para esse tipo de material, também são mais dinâmicos e contextualizados, isso é possível pela proximidade em que texto e vídeo são apresentados na tela. Nesse caso, a roteirização (preparação) permite que os elementos e recursos sejam incluídos no material de forma integrada e em linguagem adequadas às mídias (ADAMI, 2019).

Como esse tipo de mídia possui diversos elementos, o roteiro textual pode não ser o mais adequado ao uso, nesse caso, podemos fazer uso dos roteiros gráficos ou mais conhecidos como: storybords.

Para compreender de forma mais clara o que é um Storybord assista ao seguinte vídeo.

Vídeo 1 - DI - Storyboard


Você sabia que o storyboard é bastante usado para a roteirização de vídeos? A Rock Content tem um blog, no qual apresenta modelos de storybords e ferramentas para sua criação. Não deixe de acessá-lo e conheça um pouco mais sobre essa importante ferramenta.

Mas, como podemos definir o storyboard? Mazza (2009), o define como: “[...] uma representação visual da condução e continuidade da narrativa. O storyboard lembra muito a história em quadrinhos. São sequências de desenhos, englobando personagens, cenários e muitas vezes textos, para representar a narrativa” (2009, p. 175).

Visualize na Figura 2 seguir a ilustração de um storyboard:

 

Fonte: Filatro e Cairo (2016, p. 314).
Figura 2 – Exemplo de Storyboard.

Agora, acesse o site Storyboard That e visualize alguns modelos de template de storyboard, você encontrará também informações e orientações sobre a elaboração desses materiais.

Observe que esse instrumento além de posicionar de forma mais próximas os elementos, fornece informações relevantes para a equipe de editoração como, por exemplo: link, imagens dinâmicas ou estáticas. Esse tipo de roteirização possibilita que as decisões sejam tomadas e planejadas com antecedência, evitando com isso improvisos. No Quadro a seguir você encontra as principais etapas do processo de roteirização.

 

Fonte: Filatro e Cairo (2016).
Figura 3 – Sequência básica de passos para roteirização.

 

A seguir, apresentamos um exemplo de roteiro de um material didático online e o resultado do conteúdo criado a partir desse roteiro.

 

Veja como ficou o material didático após o processo de roteirização:

Fonte: Filatro e Cairo (2016, p. 60).
Figura 4 - Material didático online desenvolvido a partir do modelo.

 

Os roteiros são criados a partir de uma necessidade, isto é, um roteiro de um vídeo requer informações diferentes de um roteiro de material didático, por exemplo, e cada um deles exige uma linguagem e um formato diferente, etapas e subetapas, conforme ilustramos no infográfico a seguir.

 

Agora que você conheceu algumas definições, exemplos e formatos de roteirização, vamos apresentar na sequência os principais formatos de roteirização utilizados na criação dos conteúdos educacionais.

Roteirização de texto para mídia impressa

De acordo com os estudos do terceiro ciclo, vimos que na mídia impressa, os conteúdos (texto estático) são estruturados com base nas propostas das matrizes de linguagem verbal e visual; são facilmente inseridos em diversos ambientes virtuais; permitem rápido acesso à informação, sendo, portanto, de fácil manuseio e portabilidade.

No contexto educacional, essa mídia é usada para suportar, por exemplo, materiais e/ou livros didáticos, guias de estudo, quase sempre o conteúdo da mídia impressa contém imagens e textos estruturados linearmente, possuem uma sequência lógica, uma visão ampla do conteúdo, são estruturados pela composição de títulos, sumários, fontes de letras, parágrafos, divisão de colunas e linhas.

Além disso, como elementos facilitadores de clareza e compreensão, o material didático pode apresentar uma divisão de conteúdo textual por capítulos, citações, referências, notas, glossário, legendas e anexos. As imagens, tais como, quadros, gráficos, plantas, diagramas, fotografias são essenciais também para o entendimento do texto, pois tem como função sintetizar a informação de forma sedutora, como salienta Santaella (2005) (ADAMI, 2019, p. 87).

Compreender a estrutura, os elementos e os recursos que compõem a mídia impressa, torna-se uma tarefa fundamental na criação de roteiros de textos, livros, guias impressos. Por essa razão, na sequência vamos apresentar as principais características de roteirização dos conteúdos desse tipo de mídia.

De acordo com o processo ilustrado na Figura 1, esse tipo de roteirização tem início com a encomenda do conteúdo (texto-base) ao autor, uma vez que o modelo e o formato do conteúdo que será elaborado possui parâmetros editoriais definidos pelas instituições educacionais ou pelas corporações.

Nesse caso, como já estudamos no primeiro ciclo, o material é desenvolvido a partir da missão, visão, valores declarados no projeto pedagógico da instituição. Assim, o designer educacional define juntamente com o conteudista o storyline, isto é, DI e autor especificam qual é a razão de criação desse conteúdo.

O texto-base entregue pelo autor é roteirizado pelo DI por meio do roteiro textual. Mas, como isso é feito? O DI faz intervenções no conteúdo com palavras escritas dispostas em uma estrutura linear. Na Figura 5 a seguir, você pode visualizar as intervenções feitas pelo DI ou preparador no texto do autor.

Figura 5 - intervenções feitas pelo DI ou preparador no texto do autor.

 

Como você pode observar, o DI faz a intervenção no texto do autor de diversas maneiras. Esse trabalho deve ser realizado com muito cuidado para que a ideia do autor e os conceitos que apresenta não sejam adulterados. Além disso, o DI precisa se atentar para que suas alterações não transmitam a impressão de que ele está corrigindo o autor. Na verdade, o DI auxilia o autor em todo o processo e não o corrige.

Considerando os principais conteúdos que são veiculados na mídia impressa, na sequência você entenderá como roteirizar livros e guias de estudo.

Roteirização de livros impressos

Como roteirizar um livro impresso?  O livro, um dos conteúdos educacionais da mídia impressa, possui um formato é estático, requer gêneros predefinidos, baseia-se na linearidade e na passividade do leitor. Além disso, os livros impressos são roteirizados a partir de um projeto gráfico-editorial, isto é, os aspectos gráficos dizem respeito a tipografia, cores; e os aspectos editoriais referem-se ao sumário, introdução, seções, glossário e apresentação etc.

Para que o DI possa criar roteiros em um livro é imprescindível conhecer os elementos que compõe a estrutura gráfica-editorial desse tipo conteúdo. Observe:

 

Você pode visualizar como essa estrutura foi disposta no livro impresso ilustrado na Figura 6 a seguir.

Figura 6 - estrutura foi disposta no livro impresso.

Como pôde notar, o material didático apresenta alguns elementos da estrutura gráfica-editorial, sendo eles: recurso conativo, topicalização do texto em tópicos e uso de imagem. Os recursos conotativos são bastante empregados nos materiais didáticos. Alguns exemplos de uso de conativos aplicados nos materiais didáticos para chamar a atenção dos alunos, são alertas, chamadas de atenção, recomendações de materiais complementares, cenários, vinhetas, epígrafes, verbetes de glossários, índice remissivo.

Roteirização de Guias de Estudos impressos

Os guias de estudos, de acordo com o que estudamos no terceiro ciclo de estudos, orientam os alunos com informações sobre “[...] os objetivos educacionais, formas de interação com o docente, colegas e equipes, recursos disponíveis, tempo estimado de dedicação, critérios de avaliação, além de incluir orientações específicas para o estudo individualizado e realização de atividades em grupo ou coletivas” (FILATRO, 2016, P. 324).

Para assegurar esses elementos, sua estrutura é a seguinte:

 

Fonte: Filatro e Cairo ( 2016, p. 325).
Figura 7 – Estrutura de um Guia de Estudos.

 

Um guia de estudos organizado de acordo com essa estrutura deve estabelecer uma linguagem dialógica, pois ele traz orientações essenciais para o estudo do aluno, criando um percurso, indicando os caminhos que o aluno deve percorrer na disciplina.

Roteirização de hipertexto

O conteúdo hipertextual no contexto educacional compreende uma nova forma de apresentar o conteúdo, que passa a ser estruturado pelo hipertexto, assunto que estudamos no ciclo anterior.

Como abordamos anteriormente a mídia digital, cuja perspectiva é hipertextual, aprender pode ser uma experiência dos sentidos e concebida como um processo mais criativo, não linear, construtivo, significativo, cujo percurso é individualizado, o que exige de nós uma outra forma de roteirizar um texto quando este é hipertxtual (ADAMI, 2019).

Na Figura 8 a seguir você pode observar como são diferentes as estruturas de um texto convencional e de um texto hipertextual.

Fonte: Filatro e Cairo (2016, p. 329).
Figura 8 – Estrutura de um livro convencional e um hipertexto.

 

No hipertexto o aluno tem autonomia para acessar, por meio de links, blocos de textos e imagens que lhe pareçam mais significativos, detendo-se em alguns pontos ou avançando por todo o texto digital, assim, ele passa a definir os caminhos que o levarão à aprendizagem e à construção do conhecimento, estimulado pelo uso de estilo de aprendizagem. Por essa razão, o DI ao roteirizar um hipertexto deverá ser atentar às especificidades e as possibilidades trazidas por essa mídia.

Para roteirizar o hipertexto, precisamos compreender algumas de suas características.

Em relação ao conteúdo, no suporte digital, a comunicação que assume a linguagem dialógica e mediacional, precise ser incluída, tendo em vista a conexão entre os conteúdos e a inserção de hipermídias; esta combinação estimula de maneira considerável que a interatividade seja propiciada de diversas formas.

As imagens, estruturadas como organizadores gráficos e infográficos, também são usadas em conteúdos hipertextuais para auxiliar a compreensão do conteúdo. Além destas, outras mídias também relevantes no processo de ensino-aprendizagem, podem ser incluídas como recursos com fins didáticos como, por exemplo, podcast, apresentação de slides, objetos de aprendizagem, animações, jogos educacionais, materiais online e vídeos.

Todavia, quanto ao uso e a aplicabilidade pedagógica do hipertexto, Mayer em sua teoria Multimídia, nos orienta acerca das formas mais adequadas de disponibilização e integração dos conteúdos (falado ou impresso) e das imagens e figuras (ilustrações, esquemas, animações e vídeos), haja vista que se usados em sintonia aos processos cognitivos podem favorecer e inclusive potencializar a aprendizagem. E se usados em excesso sobrecarregam os processos cognitivos e dificultam o processo de aprendizagem.

Outro conceito relevante que está intrinsecamente relacionado ao hipertexto é a hipermídia que pressupõe a fusão de diversas mídias em sistemas computacionais. A hipermídia possibilita que as informações possam ser conectadas de forma interativa e não linear e apresentadas pela combinação de textos, imagens estáticas ou animadas, vídeos e áudios (integrando som, imagem, texto e movimento.

Assim, a hipermídia está diretamente relacionada às concepções de multimídia, na medida em que há uma integração de diversos meios para transmitir um conteúdo ou informação, e ao hipertexto, que vincula, de forma não linear e por meio de hiperlinks, informações que possuem relação entre si.

Entretanto, em razão das inovações tecnológicas das mídias digitais, esses recursos tornam-se cada vez mais interativos; os hipertextos, por exemplo, além de remeter a informações lincadas, também pode ser inserido como um QR Code ou como uma imagem clicável em um dispositivo móvel, entre outras possibilidades.

A abrangência de meios, linguagem e gêneros permitidos pela diversidade de mídias nos apresenta outro importante conceito, quer seja, o conceito de transmídia (entre mídias), que compreende o envolvimento dos múltiplos recursos midiáticos utilizados na comunicação/transmissão de uma história ou conteúdo a partir de um gênero discursivo específico denominado narração transmídia (ADAMI, 2019, p. 88-89).

Para compreender de forma mais clara o que é transmídia, assista ao vídeo a seguir:

Vídeo 2 - Como fazer um MAPA MENTAL Passo a Passo | Seja Um Estudante Melhor

Além das estruturas formais, textuais e gráficas, Fiorentini (2003) pondera que materiais didáticos, independentemente da mídia impressa ou digital que os vincula, são discursos como apresentado anteriormente e, portanto, carregam uma certa subjetividade, pois representam uma maneira de retratar a realidade.

Assim, é imprescindível que esse discurso seja argumentativo, tenha coerência, coesão e clareza e que, sobretudo, apresente os conhecimentos com relevância a partir de intenções e objetivos propostos para a aprendizagem. Portanto, deve ser utilizado de modo intencional, proposital e norteador das ações, que favoreçam como meio a construção do conhecimento, a aprendizagem, a participação e a cooperação social, a formação acadêmica e profissional e o desafio para isso é possibilitar ao aluno uma rica atividade de aprendente e a qualidade de sua participação (ADAMI, 2019, 89).

E exatamente por isso que a roteirização de um hipertexto compreende uma importante tarefa que exige do DI uma visão ampla sobre o virtual, a web, as diversas possibilidades de produção de conteúdos nesse formato. Um conteúdo didático hipertextual estabelece relação com outros conteúdos, tais como: slides, aulas, postilas, videoaulas, vídeos, jogos, apostilas, manuais, sites da web, entre outros, por essa razão, torna-se imprescindível entender como essa relação é estabelecido por meio dos links.

Criação de links

Para isso, a construção de conteúdo hipertextual baseia-se na criação de links entre nós relacionados ao texto-base. Podemos indicar links internos – criação de blocos - (criados a partir de temas e assuntos do texto-base) e indicar links externos, que remetem a conteúdos de web.

É recomendável, no entanto, que os conteúdos externos sejam de sites confiáveis, pois assim, a qualidade dos conteúdos fica assegurada. Filatro e Cairo (2016, p. 333), indicam os seguintes sites:

Podemos entender os links como caminhos que nos conduzem aos nós e, os nós, por sua vez, como blocos de textos. Entender como são criados os blocos facilita a tarefa de roteirização, uma vez que, eles representam os recursos essenciais do hipertexto.

Criação de blocos

De acordo com Filatro (2016, p. 334), os nós são “blocos de textos” criados pelo autor. Cada bloco representa uma de duas pontas do link hipertextual, os quais são chamados de blocos de partida e de destino. Observe, na Figura 9, como eles são representados na figura a seguir.

Fonte: Filatro e Cairo (2016, p. 336).
Figura 9 - Exemplo de blocos de textos interconectados.

 

Quando roteirizamos um texto é relevante orientar o aluno a navegar no hipertexto, apresentando para ele a necessidade acessar um bloco de partida e depois de retornar ao bloco de destino, há um diálogo explicito na disposição dos blocos. de textos. Desse modo, o aluno se situa na leitura e navegação do conteúdo.

Da mesma forma que preparamos/roteirizamos um conteúdo em um discurso escrito e oral, também devemos comunicar a relação que se estabelece entre os links no hipertexto, por exemplo:

Expressões como “em contraste”, “apesar disso”, “no entanto”, “por outro lado”, antecipam o que virá em seguida – um exemplo ou uma declaração – é o contrário ao que foi comunicado (FILATRO, CAIRO, 2016, P. 335).

Como você pode perceber, na construção de um hipertexto, nossa tarefa é indicar ao aluno o que ele encontrará nos links e ao mesmo tempo indicamos porque ele deverá retornar para leitura, instigando sua curiosidade e contextualizando os conteúdos que esses links os remetem.

Assim, evitamos que o aluno fique desorientado e perca seu senso de localização em virtude da sobrecarga de informações. No entanto, uma sugestão nesse caso, é criar um mapa mental que apresente a relação entre os temas, conceitos, as unidades, entre outros.

Para aprender a criar um mapa mental, assista o vídeo a seguir, nele o professor Albano ensina passa a passo como podemos elaborá-lo.

Vídeo 3 - Como fazer um MAPA MENTAL Passo a Passo | Seja Um Estudante Melhor

Além disso, de acordo com Filatro e Cairo (2016, p. 337) alguns recursos podem reduzir a desorientação do aluno:

1. Informar onde o alunos está em um conjunto de textos ligados, como retornar ao ponto inicial.
2. Informar de onde o aluno veio.
3. Indicar sinais de identidade, como ícones, esquemas de cores e texturas de fundo.
4. Indicar menus, sumários, mapas mentais hiperlinkados.

Esses elementos são indicados na roteirização que o DI faz ao Webdesigner, e para facilitar a compreensão de quais elementos aplicar e onde eles devem ser inseridos, geralmente, o DI faz uso do storyboard.

Roteirização de livros digitais

Um livro digital é constituído por recursos que integram hiperlinks; imagens, infográficos, organizadores gráficos; áudio, animação, vídeo; estratégias didático-pedagógicas (atividades de aprendizagem e games).

Nos slides a seguir você encontrará as principais orientações utilizadas para roteirizar um texto-base, o que se transformará em um livro digital.

Slide 2 - Apresentação de roteirização de livro digital

Momento de Avaliação

Atividade no Portfólio

Descrição da atividade

Retome o texto que realizou na atividade do 2º Ciclo. Agora crie um storybord (material digital) ou roteirize (material impresso) para o webdesigner informações e orientações sobre os recursos que pretende incluir em seu material didático. Exemplos de recursos que pode sugerir:

Imagens, infográficos, vídeos, atividades de aprendizagem, animações, links de acesso a conteúdos externos (artigos, livros digitais, sites) e links de acesso a conteúdos internos, como os blocos de textos, por exemplo.

Utilize para elaborar seu storyboard ou a roteirização um template utilizando a ferramenta "Power Point". Após concluir sua atividade poste-a no Portfólio.

Pontuação

A atividade vale de 0 a 0,80 ponto.

Critérios de avaliação

  • Utilização da norma padrão da Língua Portuguesa e das normas da ABNT.
  • Compreensão dos textos estudados.
  • Clareza na apresentação dos conceitos no mapa conceitual.

Questões on-line

Neste disciplina você deverá realizar dois blocos de questões on-line em cada Ciclo de Aprendizagem.

Responda as Questões on-line disponibilizadas na Sala de Aula Virtual.

Pontuação

De 0 a 0,20 ponto.