Material Dinâmico Online (MDO)

1º Ciclo de Aprendizagem


Conteúdos

Planejamento dos conteúdos educacionais/instrucionais. Tipos de design instrucional: fixo, aberto e contextualizado. Processo de design instrucional Modelo ADDIE. Análise do contexto. Diagnóstico da necessidade de aprendizagem. Organização dos conteúdos curriculares. Perfil e caracterização do público-alvo.

Problematização

O que é design instrucional? Quais são são os modelos de design instrucional? Como é o processo do design instrucional e o que é o Modelo ADDIE? Por onde iniciamos o planejamento da construção dos conteúdos educacionais? Como definir as necessidades de aprendizagem das instituições e das corporações? Como identificar o perfil do público alvo?

Orientações para o estudo do conteúdo


Este 1º Ciclo de Aprendizagem terá como referência principal as obras:

BANDEIRA, D. Material didático: criação, mediação e ação educativa. Curitiba: InterSaberes, 2017.

BATES, T. Educar na Era Digital: design, ensino e aprendizagem. São Paulo: Artesanato Educacional, 2016.

FILATRO, A.; CAIRO, S. Produção de conteúdos educacionais. São Paulo: Saraiva, 2015.

MILL, D. (Org.). Dicionário Crítico de Educação e Tecnologias e de Educação a Distância. Campinas: Papirus, 2018. 736p.


Atenção!
No decorrer dos estudos deste ciclo, disponibilizamos, além das Questões Online, duas atividades. Vale destacar que elas acontecerão em momentos diferentes. 

Introdução

O desenvolvimento dos conteúdos educacionais/instrucionais e materiais didáticos é precedido por uma importante fase inicial, o Planejamento.  Planejar nos permite não apenas identificar as reais necessidades de aprendizagem identificadas pelas instituições e corporações, mas também definir os recursos e as estratégias mais viáveis para implementar projetos, cursos e conteúdos, os quais são são contemplados dentro de uma proposta institucional. Por ser uma etapa relevante para o desenvolvimento de materiais didáticos ou de quaisquer conteúdos educacionais/instrucionais, neste primeiro ciclo, vamos tratar dos principais elementos que constitui um planejamento.

Antes, porém, será preciso compreender o que é o design instrucional ou desenho da instrução, seus tipos ou modelos e, sobretudo, as etapas do processo de DI, processo conhecido como Modelo ADDIE, no qual as referem-se à análise, ao design ou planejamento, ao desenvolvimento, à implementação e à avaliação. A maioria das instituições educacionais e corporativas aplicam esse modelo para o desenho de cursos, aulas e conteúdos, é exatamente por isso, que conhecer o modelo ADDIE e saber como aplicá-lo na prática será muito importante.

Design Instrucional

Antes de compreender uma das principais etapas do modelo ADDIE - que é o planejamento dos conteúdos educacionais, torna-se relevante entender que as práticas educacionais possuem um design instrucional, por essa razão, você precisa compreender "o que é o design instrucional?".

O Design instrucional é:

[...] um campo teórico e prático voltado ao planejamento e à implantação de ações educacionais, especialmente aquelas mediadas por recursos didáticos (FILATRO, 2015, p. 3).

[...] uma ação intencional e sistemática de ensino que envolve o planejamento, o desenvolvimento e a aplicação de métodos, técnicas, atividades, materiais, eventos e produtos educacionais em situações didáticas específicas, a fim de promover, a partir dos princípios de aprendizagem e instrução conhecidos, a aprendizagem humana (FILATRO, 2004, p. 64-65).

[...]  "expressa concretamente seus objetivos e os métodos e as estratégias selecionadas" para o alcançar as soluções educacionais (FILATRO, 2004, p. 146).

Como você pode notar o design instrucional abrange diversos contextos e essa abrangência pode ser compreendida no esquema ilustrado na Figura 1 a seguir. O esquema foi explicado de forma detalhada, para ouvi-lo basta clicar no áudio disposto após a figura.

Fonte: Cairo e Filatro (2016).
Figura 1 - Design instrucional e sua abrangência.

Como vimos, podemos dizer que o design instrucional, enquanto um processo ou um produto, abrange diretrizes educacionais dos sistemas de ensino, das instituições e das corporações; é responsável pela estruturação dos programas, cursos e disciplinas; e dedica-se ao desenho das unidades de estudos, da estrutura didático-pedagógica, dos recursos tecnológicos e mediáticos de seus conteúdos educacionais direcionados à aprendizagem dos alunos. Esta relação é desenhada de forma mais clara na Figura 2 a seguir. Observe:

                  Fonte: adaptado de Cairo e Filatro (2016).
                   Figura 2 - Dimensões dos níveis de design instrucional.

Geralmente, as instituições educativas já possuem um desenho com diretrizes educacionais estruturadas e implementadas, como o Projeto Político Pedagógico, por exemplo, o mesmo ocorre com as empresas e corporações que, por meio de suas políticas, estabelecem em seu planejamento estratégico as diretrizes organizacionais que direcionam as propostas de treinamento e desenvolvimento de seus colaboradores. Essas diretrizes refletem as políticas, os valores, a missão, os princípios e a visão das instituições educacionais e corporativas no planejamento dos programas, dos cursos, e das disciplinas e estas, por sua vez, influenciam a adoção do modelo de design e, consequentemente, a escolha dos conteúdos educacionais, como os materiais didáticos, por exemplo.

Isso porque, o design instrucional ou desenho instrucional de qualquer prática educacional pretende responder "qual é a necessidade de aprendizagem?" E a resposta para esta questão desencadeia uma série de decisões e ações que são tomadas em qualquer nível ou hierarquia institucional direcionadas à solução da aprendizagem, a partir delas as instituições educacionais e corporativas criam seus cursos, programas, aulas e conteúdos educacionais.

É, portanto, a partir das necessidades de aprendizagem definidas pelas instituições que o planejamento e o desenvolvimento de conteúdos educacionais enquanto recursos de aprendizagem são implementados. E por abranger conhecimentos específicos que fundamentam as estratégias de ensino e aprendizagem imbricadas na concepção dos conteúdos educacionais e instrucionais, que o design instrucional deve ser concebido por pilares tecnocientíficos, pedagógicos, comunicacionais e tecnológicos.  Para que você possa compreender de forma mais clara, visualize o esquema ilustrado na Figura 3 a seguir. Também, encontrará uma breve explicação de cada um dos pilares na sequência, para isso clique no áudio indicado após a figura.

 

Fonte: Cairo e Filatro (2016).
Figura 3 - Dimensões envolvidas na produção de conteúdos.

É por essa razão que pensar a concepção de um conteúdo educacional/instrucional como o material didático, por exemplo, implica em considerar não apenas a perspectiva didático-pedagógica, mas também, uma perspectiva multidimensional que integre a tecnologia e suas ferramentas; as formas de comunicação; e a organização e o planejamento dos conteúdos curriculares; sem esses elementos não é possível desenvolver um conteúdo de qualidade que cumpra sua função de mediar o processo ensino e aprendizagem e propiciar sua usabilidade pedagógica.

São inúmeras as possibilidades design de conteúdos para a educação. É, por essa razão, que não há um único modelo de design instrucional, a escolha do modelo será definida, portanto, a partir da identidade institucional e das necessidades de aprendizagem identificadas pelas instituições educacionais e corporativas. Considerando esse contexto, a seguir, no próximo tópico, você conhecerá alguns dos principais modelos de design instrucional.

Modelos de Design Instrucional

Quando pensamos em um design instrucional para determinado curso, programa ou conteúdo que nos foi solicitado, algumas questões são cruciais para iniciarmos o planejamento do conteúdo educacional. Observe:

1.Qual é a necessidade educacional ou instrucional identificada pelas instituições educacionais ou corporativas?
2. Quem são os alunos para os quais os cursos e os conteúdos educacionais serão produzidos? Quem são os colaboradores desta instituição corporativa, qual é o perfil desse público?
3. De quais recursos as instituições educacionais e corporativas dispõem para a construção dos cursos e dos conteúdos?
4. Como pode ser estruturado o design instrucional dos cursos e dos conteúdos educacionais construídos para cursos superiores?
5. Quais seriam os formatos ou modelos que contribuem de maneira mais efetiva para a aprendizagem?
6. Qual seria o desenho didático e pedagógico dos conteúdos definidos para um curso de qualificação? E o design instrucional dos cursos e dos conteúdos destinados ao treinamento e desenvolvimento profissional, qual o mais adequado?

Questões como estas nos fazem refletir quais são as reais "necessidades de aprendizagem", e qual seria a "solução educacional" mais viável para atender esta necessidade. Identificar a necessidade de formação ou de qualificação profissional que se pretende desenvolver, implica em definir um modelo de design instrucional distinto e, é exatamente por isso, que o design instrucional pode ser concebido por diferentes modelos, e esses modelos, por sua vez, indicam quais serão os produtos educacionais (materiais didáticos) que serão oferecidos, construídos e desenvolvidos.

Por essa razão, os modelos de design instrucional são diversos, no entanto, nesta disciplina, apresentamos os mais citados pelos autores da área, sendo eles: design instrucional fixo, aberto contextualizado. Para compreender de forma clara a respeito das características desses modelos, sugerimos que assista à videoaula Modelos de Design Instrucional disponibilizado no curso de especialização em Design Instrucional oferecido pela Universidade Federal de Itajuba (UNIFEI).

Vídeo 1 - Modelos de Design Instrucional

Como vimos, o modelo de design instrucional é definido a partir das necessidades de aprendizagem e consequentemente das especificidades de cada curso, conhecer os modelos de design instrucional é fundamental, pois a escolha do modelo também influência a escolha dos conteúdos educacionais ou dos materiais didáticos que serão utilizados ou construídos, assim como dos recursos midiáticos e tecnológicos irão veicular esses conteúdos.

Na Figura 4 a seguir, você poder visualizar quais são as principais caraterísticas dos conteúdos educacionais em cada um dos design's instrucionais fixo, aberto e contextualizado. Observe:

Fonte: adaptado de Cairo e Filatro (2016).
Figura 4: Tipos de Design Instrucional.

Como você pôde notar, cada tipo de design instrucional define a estrutura do conteúdo a ser utilizado e, embora os design's instrucionais aberto e contextualizado sejam modelos mais flexíveis por serem construídos durante a implementação, geralmente, esses modelos utilizam materiais diversos, como, por exemplo, artigos digitais, livros, materiais de terceiros, os quais são disponibilizados no decorrer do curso. Já, no design instrucional fixo, os conteúdos são produzidos de forma planejada e antecipadamente à implementação do curso.

Como vimos, há uma grande diversidade de formatos de cursos como, por exemplo, cursos educacionais; cursos corporativos direcionados ao treinamento e desenvolvimento; cursos de extensão acadêmica e cursos livres, como os MOOC's, e cada formato é estruturado considerando-se as características do modelo de design instrucional adotado pela instituição ou empresa. Independentemente do modelo de design instrucional escolhido pela instituição ou empresa, o processo de design instrucional para uma determinada necessidade educacional é consistido pelas mesmas fases, sendo elas: a análise, o design, o desenvolvimento, a implementação e a avaliação, esse processo é conhecido como Modelos ADDIE e será apresentado no próximo tópico.

Modelo ADDIE

Iniciaremos este tópico com um questionamento: Como ocorre o processo de design instrucional no modelo ADDIE?

O processo de design instrucional inicia-se com a análise da necessidade de aprendizagem (Análise), posteriormente,  uma solução é projetada (Design/Planejamento), em seguida, a solução é desenvolvida (Desenvolvimento) e implementada (Implementação) e, por fim, a solução é avaliada (Avaliação), esse processo é conhecido como modelo ADDIE, Esse modelo é utilizado por muitas instituições educacionais e corporativas para desenhar cursos, aulas, programas, treinamentos, nas modalidades presencial, no ensino híbrido e no ensino a distância (BATES, 2016).

Apresentaremos, por meio do vídeo da professora da UNIFEI Ana Paula Figueiredo, o modelo ADDIE. Neste vídeo, ela explica detalhada as principais características desse modelo.

Vídeo 2 - Modelo ADDIE

Agora que você já conhece o Modelo ADDIE, na Figura 5 apresentamos, de forma sucinta, uma explicação de cada uma de suas fases.

Fonte: Bates (2015).
Figura 5 - Modelo ADDIE.

Após conhecer os tipos de design instrucional e o modelo ADDIE, sugerimos que pratique os assuntos aqui estudados. Realize a atividade prática a seguir, esta atividade permitirá que você reflita e aprenda os conteúdos apresentados neste ciclo.

Momento de Avaliação

1ª Atividade no Portfólio

Descrição da atividade

Neste momento, acesse a página Cursos em destaque no site da UNICAMP, nela estão disponíveis diversos cursos online gratuitos. Faça o curso online  MOOCS e as novas formas de aprendizagem.

Após realizar o curso proposto, responda as seguintes questões:

  1. Qual tipo de design instrucional carateriza este curso? Explique citando as características do curso.
  2. O curso foi criado a partir de qual necessidade de aprendizagem?
  3. Qual são os objetivos do curso?
  4. Como o curso está estruturado? Possui materiais, vídeos, atividades?
  5. Quais são as mídias utilizadas?
  6. Qual é o tipo de linguagem utilizada?
  7. Quais recursos utilizados no curso que mais contribuem para sua aprendizagem? Por quê?

Após finalizar sua atividade, poste-a no Portfólio.

Para ter acesso aos cursos você precisa se inscrever, mas não se preocupe eles são gratuitos!

Pontuação

A atividade vale de 0 a 0,30 ponto.

Critérios de avaliação

  • Utilização da norma padrão da Língua Portuguesa e das normas da ABNT.
  • Compreensão dos textos estudados.

1ª Etapa do Design Instrucional: Análise Contextual

O primeiro processo do design instrucional (Modelo ADDIE) é a Análise Contextual, nessa fase identificamos qual é a intenção ou propósito da necessidade de aprendizagem, ou seja, nesse momento analisamos o que é produzir, para quem vamos produzir e quais são nossas condições para produzir. Essa etapa procura diagnosticar:

1.Qual é a necessidade de aprendizagem?
2.Como o público-alvo pode ser caracterizado?
3.Quais restrições e potencialidades das instituições e corporações?

As instituições ao responderem a estas questões identificam o contexto e uma possível solução para a aprendizagem e, a partir disso, elas podem definir qual o modelo de design instrucional estruturará os cursos, quais as metodologias que serão utilizadas, quais conteúdos serão abordados, quais estratégias didático-pedagógicas, tecnologias e recursos midiáticos serão aplicados.

A seguir, na Figura 6, Cairo e Filatro (2016) sugerem a elaboração de um relatório geral para identificar cada um desses elementos, vejamos:

Fonte: Cairo e Filatro (2016).
Figura 6 - Relatório de Análise Contextual.

Agora que você conhece os quatro aspectos que precisam ser identificados, vamos abordar na sequência as especificidades de cada um deles.

Necessidade de Aprendizagem

O que é necessidade de aprendizagem?

Podemos entendê-la como a necessidade de adquirir certa competência, formação, capacitação e conhecimento. Essas necessidades surgem nos âmbitos educacionais e corporativos em função das transformações da sociedade, do desenvolvimento tecnológico e de novos contextos do mundo do trabalho como, por exemplo:

1- Uma competência que não se possua e se deseja possuir.
2- Uma carência a um determinado padrão.
3- Um benefício possuído por outros e ausente no próprio grupo ou indivíduo.
4 - Uma demanda massiva por antecipação de incentivo, interesse ou expectativa.
5 - Uma prospecção de algo que será necessário no futuro.

Uma vez identificas as necessidades de aprendizagem, a instituição propõe uma solução educacional, decide pela produção de um conteúdo educacional, pelos conteúdos curriculares ou técnicos e pelos formatos e recursos midiáticos que serão suportes para os conteúdos educacionais. Podemos dizer que as necessidades de aprendizagem são, então, transformadas em conteúdos que podem ser estudados e praticados pelos sujeitos que precisam aprendê-los.

Por isso, é fundamental definir e organizar os conteúdos curriculares ou técnicos que serão transformados no processo educacional em conhecimentos, habilidades e competências. Contudo, como selecionar, organizar e estruturar os conteúdos, temas e assuntos? Este será o assunto que será tratado no próximo tópico.

Organização e estrutura dos Conteúdos e Objetivos

Os conteúdos educacionais/instrucionais, para que possam cumprir seu papel, que é o de mediar o conhecimento e conduzir à formação educacional e profissional, devem cumprir além da função pedagógica, as funções (Choppin, 2004):

  • Referencial e curricular.
  • Prática e instrumental.
  • Ideológica e cultural.

Em conjunto, essas funções possibilitam o desenvolvimento de habilidades e competências para concretização, avaliação e aplicação dos conhecimentos teóricos e práticos necessários à formação acadêmica e profissional.

Na ação educativa, para favorecer a aquisição de habilidades e competências é preciso identificar o que precisa ser ensinado e aprendido e esse é o primeiro passo para definição e organização dos conteúdos educacionais/instrucionais. No contexto educacional, os conteúdos são definidos por um referencial teórico que reflete a proposta curricular (conteúdos e disciplinas) e os objetivos intrínsecos que são relavados no Projeto Político Pedagógico de um curso.

O currículo organiza os conteúdos educacionais, propondo o que será ensinado, a ordem que serão ensinados, em que medida os assuntos se relacionam e em quais momentos isso ocorre. Essa relação refere-se ao nível de aproximação entre as disciplinas, que pode ser determinada de algumas das seguintes formas: multidisciplinaridadepluridisciplinaridadeinterdisciplinaridade e transdisciplinaridade.

Embora a literatura apresente esses quatro níveis de aproximação entre as disciplinas, o Ministério da Educação (MEC), ao definir critérios de qualidade para o ensino superior e para suas práticas educacionais, propõe que a estrutura curricular dos cursos de graduação considere a interdisciplinaridade em detrimento das demais e evidencia no quesito “material didático” e a necessidade de uma equipe multidisciplinar para avaliar, planejar e gerir a produção dos materiais didáticos (BRASIL, 2017).

A organização e estrutura dos conteúdos educacionais e instrucionais deve considerar a seguinte categorização (Figura 7):

Fonte: adaptado de César Coll (1986, apud ZABALA, 1998).
Figura 7 - Organização dos conteúdos.

O "saber", o "saber fazer" e o "ser" são importantes elementos do processo educativo e constituem as competências que são necessárias a qualquer formação acadêmica e profissional e dizem respeito às capacidades, saberes, recursos e características que devem ser estimuladas em uma situação/contexto (Mill et al., 2018).

O educador Antoni Zabala (1998) muito contribui para a compreensão das teorias sobre o ensino, especialmente, as que dizem respeito ao currículo, tendo em vista que a concepção/elaboração de um conteúdo educacional, como o material didático, por exemplo, requer não apenas apresentação estruturada dos conteúdos conceituais e teóricos (conhecimentos), mas os estudos desses conteúdos deverão conduzir o aluno a desenvolver as habilidades e, consequentemente, as condutas (atitudes) em relação aos outros, à sua atuação profissional e aos acontecimentos da vida. E, é exatamente por isso, que os conteúdos devem ser definidos considerando o saber, saber fazer e o ser.

A partir da definição e organização dos conteúdos, identificamos quais objetivos educacionais os alunos precisam atingir para desenvolver as habilidades e as competências. Os objetivos, portanto, são essenciais para que que o estudante desenvolva sua formação, por isso, compreendê-los para saber como aplicá-los é imprescindível.

Como vimos em outras disciplinas, um dos principais autores que tratam dessa temática é Benjamim Bloom que, em 1950, elaborou a Teoria (Taxonomia) dos Objetivos Educacionais, a qual propõe objetivos educacionais para descrever cada tipo de aprendizagem precisa ser desenvolvida.

Em síntese, os objetivos, propostos pode Bloom (1956), contemplam o domínio cognitivo (conhecimentos e habilidades intelectuais), afetivo (interesses e atitudes) e psicomotor (habilidades motoras) da aprendizagem. De acordo com esse teórico, os objetivos educacionais possuem características distintas, dentre as quais temos em cada um dos domínios:

  • Cognitivo: refere-se à aprendizagem, à aquisição do conhecimento, ao desenvolvimento intelectual, de habilidades e atitudes.
  • Psicomotor: relativo ao desenvolvimento de habilidades físicas específicas.
  • Afetivo: relaciona-se a sentimentos, posturas, comportamento, valores, responsabilidade e ao desenvolvimento emocional e afetivo.

domínio cognitivo, a despeito dos demais domínios, é amplamente utilizado como ferramenta em planejamentos educacionais em virtude de sua importante contribuição para a aprendizagem. De modo geral, no domínio cognitivo, a teoria de Bloom propõe que o planejamento da situação didática conduza o aluno a alcançar os objetivos propostos nos diferentes níveis da taxonomia, cada qual mais complexo que o anterior; por exemplo, no nível mais simples, propomos que o aluno adquira a informação, e no nível mais complexo, que ele a avalie.

 

Vídeo 3 - ¿Qué es la taxonomía de Bloom?

No Tópico Objetivos educacionais e competências da disciplina Planejamento: Processos e Procedimentos de Autoria de Material Didático, para compreender de forma mais clara a a taxonomia do domínio cognitivo e seus diferentes níveis, a autora indicou o artigo eletrônico: Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais escrito pela Profa. Ana Paula do Carmo Marcheti Ferraz e pelo Prof. Renato Vairo Belhot (2010), vale a pena ler esse artigo novamente, caso tenha alguma dúvida.

A seguir, na Figura 8, propomos um exemplo de aplicação prática dos objetivos da taxonomia propostos por Bloom na realização de algumas atividades, observe:

Fonte: <https://www.tactileo.com/br/educacao-corporativa/taxonomia-de-bloom-e-digital-learning/>.
Figura 9 – Aplicação da taxonomia dos objetivos educacionais.

Assim, é imprescindível para a produção dos conteúdos educacionais que estes estabeleçam objetivos que possam conduzir ao desenvolvimento das competências e estes, por sua vez, devem ser claros, reais e centrados no desempenho que o aluno precisa adquirir para sua formação. Relacionar de forma adequada os objetivos de aprendizagem às competências constitui um dos elementos mais relevantes no tratamento pedagógico dos conteúdos educacionais e dos materiais didáticos.

Também, nas instituições corporativas, os conteúdos são definidos a partir de uma necessidade de aprendizagem identificada pela empresa e, em grande parte, referem-se ao desenvolvimento de habilidades e competências que dizem respeito às necessidades individuais, a aquisição de capacidades especificas para atuar com estratégias de negócios, para melhoria dos processos e da produtividade, com processos voltados à inovação e ao aumento da competitividade. As práticas educativas das corporações, tais como cursos de treinamento e desenvolvimento refletem também a missão, a cultura, a visão, os princípios, os valores e principalmente os objetivos da empresa.

Para exemplificar, sugerimos que acesse o site da Natura e conheça sua missão, seus valores e sua visão. Acesse também o site do Banco do Brasil, que apresenta seus princípios definidos em sua visão e seus valores.
Após visitar o site da Natura e conhecer os propósitos e princípios que norteiam suas ações, faça a leitura do artigo Educação corporativa e seus benefícios às organizações e aos colaboradores: um estudo de caso da Natura, no qual os autores apresentam um case sobre implantação de práticas de educação corporativa nesta empresa. Não deixe de ler, você conhecerá os benefícios trazidos por essas práticas.

Vamos retomar nossos estudos? Bem, uma empresa que busque identificar suas principais necessidades de aprendizagem, deve diagnosticar qual é seu problema e defini-lo, isso será essencial para que se possa encontrar a solução da aprendizagem. Mas, como as corporações podem identificar o problema?  Na Figura 9 a seguir, apresentamos como diagnosticar um problema :

Fonte: elaborada pelas autoras.
Figura 9 – Educação Corporativa.

Definir as necessidades de aprendizagem possibilita que as empresas desenvolvam os treinamentos e o desenvolvimentos de seus colaboradores de forma assertiva. Dessa maneira, para conhecer de forma mais detalhada a respeito do que é a Educação Corporativa, assista o vídeo produzido pela Universidade Corporativa sobre A Educação como estratégia global. 

Vídeo 4 - Universidade Corporativa: A Educação como estratégia global


Vídeo 5 - Como Escolher o Formato do Curso de Acordo com o Conteúdo


Como podemos perceber, as maneiras utilizadas para identificar as necessidades de aprendizagem das instituições educacionais e corporativas são bastante similares, tanto uma quanto a outra partem da definição de um problema, de uma necessidade.

Identificar a necessidade de aprendizagem compreende a primeira fase da análise de contexto, após defini-la, precisamos traçar o perfil do publico-alvo para o qual o curso e os conteúdos e materiais didáticos serão desenvolvidos, esse assunto será apresentado no próximo tópico.

Identificação do Perfil do Público-alvo

A usabilidade pedagógica e de design dos conteúdos educacionais está intimamente relacionada ao perfil dos alunos, pela a maneira como eles aprendem e interagem com esses conteúdos; a usabilidade, então, é o resultado da satisfação ou insatisfação dos alunos quando estes avaliam os conteúdos educacionais quanto a sua facilidade de uso e de aprendizagem. Por essa razão, um conteúdo educacional deve ser concebido para tender não apenas às necessidades de aprendizagem, mas principalmente ao público que fará o melhor uso deste.

De acordo com isso, a próxima etapa do planejamento (Análise Contextual) definimos quem são as pessoas para as quais os conteúdos serão desenvolvidos (Figura 10), em termos de:

Fonte: criação das autoras.
Figura 10 - Caracterização do público-alvo.

A necessidade de formação acadêmica e continuada exigidas atualmente traz para dentro das universidades uma grande diversidade de alunos com diferentes perfis sociais e culturais, pertencentes a diferentes gerações, que possuem ou não fluência tecnologia, linguística, com diferentes habilidades e estilos de aprendizagem.

Essa diversidade nos desafia a definir abordagens diferentes e formas de aprender que incluam todos os alunos, e isso pode ser possível quando as mídias e as tecnologias são utilizadas para acomodar as diferenças; por essa razão, neste tópico serão expostas de modo sucinto algumas características que determinam os perfis individuais, os quais tendem a influenciar a escolha de estratégias, mídias e tecnologias mais propícias para a aprendizagem.

Alguns teóricos identificam que diferentes gerações apresentam uma modificação ou alteração nas formas de aprendizagem, isto porque, as gerações sofrem influência dos fatores culturais, políticos, sociais, tecnológicos, econômicos, os quais são mutáveis e também afetam as maneiras como os sujeitos aprendem.

Perfil Digital

Tapscott (2010), considerando o fator tecnológico, define as gerações a partir de um conjunto de eventos, os quais moldam suas perspectivas. De acordo com isso, ele as classifica em quatro gerações distintas: geração baby boom, geração X, geração Y e a geração Z, que são detalhadas na Figura 11 a seguir:

Fonte: Adaptado de Tapscott (2001 apud MILL; OLIVEIRA, FALCAO, 2018 p. 291) e McDowell (2010 apud COLLISTOCHI et al., 2002).
Figura 11 -  Gerações e suas preferências de aprendizagem.

 

Presnsky (2001 apud MILL; OLIVEIRA, FALCÃO, 2018), relevante estudioso das tecnologias, divide as gerações basicamente em nativos digitais, compreendida como a geração nascida no bojo da cultura digital, e imigrantes digitais, geração adaptada às TDIC's, que utiliza com facilidade videogames, internet, computadores, celulares e todos os tipos de dispositivos digitais. Por imigrantes digitais temos as gerações que nasceram antes do surgimento dessas ferramentas e dispositivos, portanto, antes da cultura digital, aprenderam a utilizar essas tecnologias por necessidades diversas como, por exemplo, para estudar e trabalhar, para se comunicar  ou como entretenimento.

Com relação às formas de aprender dos nativos digitais, por estarem imersos na cibercultura, sua cognição e linguagem são diferentes dos imigrantes digitais, isto é, “[...] acessam, processam e assimilam dados e informações de modo distinto [...].” (PRENSKY, 2001 apud MILL; OLIVEIRA, FALCAO, 2018, p. 290). Por sua vez, os imigrantes digitais têm seu comportamento modelado pelas tecnologias analógicas e, por isso, as utilizam muitas vezes com dificuldade, de forma metódica.


Vídeo 6 - O que é cibercultura?


Embora tenham nascido na geração digital e, por isso, possam ter um maior domínio das tecnologias digitais, essa condição se altera na medida em que os fatores sociais, políticos e econômicos determinam o acesso dos sujeitos a elas, ou seja, nem todos são nativos digitais por não terem acesso às ferramentas e aos dispositivos tecnológicos. Dessa forma, não importa quanto essas tecnologias ou mídias podem potencializar os processos educativos, se os alunos não conseguem acessá-las de forma proveitosa para seu aprendizado.

Ao considerar essa realidade, Jones e Shao (2011 apud BATES, 2016) indicam que o uso desses recursos nos processos educativos deve considerar as necessidades de todos os alunos, da área de conhecimento, e dos objetivos de aprendizagem relevantes na era digital, e não o que está sendo exigido por uma geração especificamente.

Por outro lado, sofremos as influências e consequências da cultura digital, que provocam em nós, tanto nativos como imigrantes digitais, novas posturas e novos comportamentos e é exatamente por isso que no contexto educacional não é possível desconsiderá-la, ao contrário, torna-se urgente reconhecê-la, uma vez que ela faz parte desta sociedade grafocêntrica digital , e para atuar nessa sociedade, os sujeitos necessitam de uma formação que inclua o letramento digital e a fluência tecnológica.

Refletir sobre as produção de conteúdos considerando os perfis digitais implica em repensar o paradigma tradicional de ensino que se transforma:

Do aprendizado linear para a hipermídia. Da instrução para a construção e descoberta. Da educação baseada no professor para a educação baseada no aluno. De assimilar o material para aprender a navegar e aprender a aprender. Do aprendizado escolar para a vida. da educação massificada para o aprendizado individualizado. Do aprendizado como "tortura" para o aprendizado como diversão (CAIRO; FILATRO, 2016, p. 217).

Diversos são os estudos acerca do uso das mídias e das tecnologias na era digital como formas de potencializar o processo de ensino e aprendizagem, um deles é o sugerido por Barros (2014), ao propor que as tecnologias no processo educativo sejam recursos apoiadores e potencializadores dos diferentes estilos de aprendizagem. Inicialmente, é relevante compreender a teoria dos estilos de aprendizagem e como as tecnologias podem contribuir para a aprendizagem, considerando os estilos. Esse será nosso assunto do próximo tópico.

Estilos de Aprendizagem

Os estilos de aprendizagem foram definidos a partir de um modelo proposto por Afonso, Gallego e Honey (2002 apud BARROS, 2014) que os classificaram basicamente em ativo, reflexivo, teórico e pragmático. Nos slides a seguir são descritos os estilos e algumas possíveis aplicações no processo educativo.

Slide 1 - Apresentação dos estilos de aprendizagem

Utilizada para a compreensão das diferenças individuais, a teoria dos estilos de aprendizagem surge como uma possibilidade de personalizar educacional, isso porque, a aprendizagem torna-se mais flexível.

Se os estilos de aprendizagem são as formas nas quais cada indivíduo aprende,  reconhecer os diferentes estilos e desenvolvê-los a partir de uma diversidade de estratégias didáticas, mídias e tecnologias, poderá tornar o processo de ensino e aprendizagem muito mais significativo.

Desse modo, conceber conteúdos educacionais a partir da teoria dos estilos implica não somente em utilizar ferramentas tecnológicas e formatos de materiais considerando as características de cada estilo e adequando-as ao perfil dos alunos, mas, sobretudo, utilizá-los como recursos potencializadores dos estilos. Isto é, estratégias de ensino e mídias podem ser aplicadas de formas diferentes e abranger mais de um estilo, assim, o aluno é estimulado a aprender não apenas quando seus estilos preferências de aprendizagem são estimulados, mas a desenvolver os estilos que não possui ou que são desconhecidos por ele, por exemplo, quando um material didático digital integra texto, hiperlink e vídeos, diversos estilos são aguçados, o mesmo ocorre quando usamos simulações, aulas narradas e gamificação.

Os conteúdos educacionais, quando contemplam diferentes formatos, linguagens, estratégias didáticas, atividades, mídias e recursos tecnológicos, atendem a ampliar a diversidade das formas de aprender ao mesmo tempo em que as estimulam. Por essa razão, diversificar os recursos favorecem as preferências de aprendizagens dos alunos e os incentiva a se envolverem em atividades de aprendizagem nas quais poderiam, inicialmente, se sentir menos confortáveis.

O desenvolvimento de um conteúdo educacional que considere essa abordagem requer a elaboração de um planejamento pedagógico, pois como afirma Barros (2009, p. 67): “[...] para o desenvolvimento de materiais e metodologias de trabalho é necessário entender a linguagem do espaço virtual não somente no sentido técnico, mas a linguagem da imagem e audiovisual.”  E acrescenta: “[...] é necessário saber buscar informação e ensinar a buscá-la, estruturar e produzir informação de acordo com o conteúdo proposto, elaborar conteúdos multimídia com base no aprendido e utilizar as diversas possibilidades técnicas disponibilizadas pelo espaço virtual.”

Para profundar seus conhecimentos a esse respeito, indicamos a videoaula da Profa. Daniela Melaré que apresenta de forma bastante didática a aplicação dos estilos de aprendizagem no espaço virtual. Acompanhe!

Vídeo 7 - Estilos de Aprendizagem video aula 1

Vimos neste tópico como os diversos fatores, como os socieconômicos, culturais, estilos e preferências de aprendizagem, formação e perfil digital influenciam as formas de aprender e as relações das pessoas com as mídias. Diante disso, quando for desenvolver ou produzir um material é relevante se questionar a respeito das necessidades da aprendizagem, do perfil do público-alvo e, principalmente, em relação às potencialidade e restrições institucionais, conforme veremos na Figura 12 a seguir:

 

Fonte: elaborada pelas autoras.
Figura 12 - Como identificar as restrições e potencialidades institucionais.

Identificadas as potencialidades e restrições institucionais dos processos de produção de conteúdos, as necessidades de aprendizagem e o perfil do público-alvo, finalizamos a análise contextual. A análise tem sentido, portanto, para que a instituição possa planejar os conteúdos que serão produzidos, seus formatos, as mídias e as tecnologias que serão aplicadas, bem como as estratégias didático-pedagógicas que conduzirão o processo de ensino-aprendizagem. Entendemos com os estudos desse primeiro ciclo que análise contextual é corresponde ao primeiro passo do planejamento da produção de conteúdos, o qual direcionará todas as demais etapas do design instrucional. Por isso, é imprescindível conhecer e entender como realizar esta análise, pois dela depende o restando de todo processo.

Bons estudos e até o próximo ciclo!

Momento de Avaliação

2ªAtividade no Portfólio

Descrição da atividade

Nesta disciplina, você desenvolverá o projeto de um produto educacional, um material didático.

Você elaborará um material didático completo, com formatos, integração de mídias, linguagens e estratégias didático-pedagógicas. Mas, não se preocupe, cada uma das partes desse projeto será desenvolvida por você nos ciclos de aprendizagem.

Neste primeiro ciclo, vamos definir os aspectos iniciais do projeto, os quais serão fundamentais para a concepção do material didático que produzirá.

1) Você deverá selecionar, por meio de pesquisa, uma instituição educacional ou corporativa. Visite o site dessa empresa e pesquise as diretrizes de suas políticas institucionais, com relação a:

a) Missão.
b) Visão.
c) Princípios.
d) Valores.

Mas, porque precisamos conhecer essas políticas institucionais para a elaboração do material didático?
As instituições educacionais e corporativas já possuem um desenho com diretrizes educacionais estruturadas e implementadas, essas diretrizes refletem as políticas, os valores, a missão, os princípios e a visão das instituições educacionais e corporativas no planejamento dos programas, dos cursos, das disciplinas e, por sua vez, influenciam a adoção do modelo de design e, consequentemente, a escolha e produção dos conteúdos educacionais, como os materiais didáticos, por exemplo.

2) Agora, crie ou estabeleça uma possível "necessidade de aprendizagem" que esta instituição ou corporação possa ter. Para isso, responda às questões a seguir:

a) Quais são as demandas da aprendizagem?
b) Qual é a necessidade de formação ou qualificação?
c) Porque a produção desse conteúdo é necessária?

O material didático será produzido como uma solução educacional para sanar a necessidade de aprendizagem identificada.

Lembre-se de que as necessidades de aprendizagem decorrem de:
1-Uma competência que não se possua e se deseja possuir.
2-Uma carência a um determinado padrão.
3-Um benefício possuído por outros e ausente no próprio grupo ou indivíduo.
4-Uma demanda massiva por antecipação de incentivo, interesse ou expectativa.
5-Uma prospecção de algo que será necessário no futuro.

3) Após a definição da temática ou assunto a ser tratado no material didático, você precisa definir os conteúdos curriculares que serão abordados. Selecione os assuntos detalhadamente. Veja o exemplo a seguir:

Conteúdos: Definição do problema instrucional, análise do contexto e dos aprendizes. Análise das linguagens e estratégias de design aplicadas aos materiais didáticos, concepção dos elementos de design universal, identidade e linguagens para a diversidade de materiais e de contextos educacionais.

4) Após definir os conteúdos, você precisa elaborar os objetivos, os quais devem conduzir o aluno a adquirir as competências e habilidades necessárias à sua formação (confira sobre isso no material online – Taxonomia de Bloom).

Objetivos:
*Conhecer e avaliar o projeto político pedagógico e reconhecer as especificidades para o planejamento do design instrucional.
*Definir as características do aluno ingressante.
*Reconhecer as potencialidades e restrições educacionais para a produção dos conteúdos educacionais.
*Selecionar as linguagens e estratégias de design mais adequadas que serão aplicadas aos materiais didáticos.

5) Quem são os alunos ou colaboradores para os quais você irá produzir o materiais didático? Defina o perfil do público-alvo que atenderá. Você poderá criar o perfil dos alunos. Para isso, responda às questões dispostas na sequência:

a) Quem são os alunos ou colaboradores?
b) O que os alunos/colaboradores já sabem e desejam saber? Qual é a formação educacional e experiência profissional que possuem?
c) Quais são as características do perfil demográfico, social, cultural e político dos alunos/colaboradores?
d) Quais são os perfis digitais? Eles possuem conhecimentos tecnológicos e midiáticos?
e) Considerando os diversos estilos de aprendizagem dos alunos, o material didático deverá contemplar uma diversidade de recursos, mídias e estratégias didático-pedagógicas. (Essa questão sugere apenas que reflita sobre os diferentes perfis de alunos).

6) Ao propor um material didático, você deverá identificar/elaborar as potencialidades e restrições institucionais implicadas na produção do material didático.

a) Com relação ao acesso: qual são as políticas de acesso? Todos os alunos/colaboradores terão acesso a tecnologia? Como os alunos que não tem acesso serão apoiados?
b) Com relação a tecnologia: quão apropriada é a tecnologia que você está pensando em usar para essas pessoas?
c) Conteúdo: quais abordagens prévias à abordagem os alunos/colaboradores tendem a trazer para o programa ou curso? Elas serão consideradas na produção dos conteúdos educacionais?
Responda as seis questões em um documento do word, com o título "Projeto de Desenvolvimento de Material Didático - Nome do Material Didático".  Após concluir seu projeto, poste-o no Portfólio.

Pontuação

A atividade vale de 0 a 0,80 ponto.

Critérios de avaliação

  • Utilização da norma padrão da Língua Portuguesa e das normas da ABNT.
  • Compreensão dos textos estudados.
  • Clareza na apresentação dos conceitos no mapa conceitual.

Questões on-line

Chegou o momento de você responder as Questões on-line disponibilizadas na Sala de Aula Virtual.

Pontuação:

Vale de: 0 a 0,20 ponto.

Sociedade grafocêntrica digital: “[...] caracteriza as sociedades marcadas pelo uso intenso das tecnologias [...] a participação efetiva nas sociedades grafocêntricas requer que os indivíduos sejam digitalmente letrados [...].” ( MILL; OLIVEIRA, FALCAO, 2018, 292).